terça-feira, 19 de abril de 2011

Sua angústia não é você: Como lidar com ela?


                           
Angústia é a sensação de inquietude, falta de serenidade e paz interior. Surge como uma sensação de “bolo na garganta”, “gastura”, aperto no peito, agitação, nervosismo, etc. O que fazer com isto?
Angústia e ansiedade são sinônimos. Todos a possuímos. Uns a percebem e outros não. Uns lidam construtivamente com ela, outros destrutivamente. Uns são dominados pela angústia (mesmo quando pensam que não), e outros a dominam. No Antigo Testamento, o profeta Naum (1:9) diz que não virá uma segunda vez a angústia sobre a humanidade. A primeira vez é essa existência atual, desde a queda de Adão e Eva até o retorno de Jesus, o que dá cerca de 6 mil anos de angústia! Daí temos angústia existencial, no dizer dos filósofos, ou espiritual, como dizem as Escrituras.
Nem todos possuem angústia ou ansiedade alta demais. Estando forte, ela se manifesta na pessoa por um dos “Transtornos de Ansiedade”, como fobia, doença do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo, etc., por reações no corpo (doenças psicossomáticas), além de outras manifestações com ou sem doença orgânica junto.
Ansiedade tem que ver com conflitos mentais. É como a luz vermelha no painel do carro que acende quando há problemas. É a “luz vermelha” que “acende” na mente indicando que algo funciona mal em sua vida, podendo ser a maneira de pensar negativa, auto-acusadora, auto-destrutiva, maus tratos contra si mesmo, ou também fruto de dificuldades no relacionamento com pessoas do seu passado e/ou presente, de você consigo mesmo, ou uma mistura disto. Maus tratos físicos pioram a angústia.
A pessoa angustiada precisa pensar e tentar discernir o que a perturba, identificar o problema. Se encontra vários problemas, tente definir qual o pior. Se não acha a causa, por mais que pense, e a ansiedade permanece muito perturbadora, prejudicando o trabalho e contato social, pode ser preciso ajuda profissional temporária. Definindo qual o pior problema, o passo seguinte é agir para resolve-lo. Se não tiver solução porque não depende só de você, a saída é aceitar a perda. Aceitar não é concordar com o fato. É olhar a realidade e concluir: “Isto ocorreu em minha vida e não posso fazer nada para mudar.” Daí volte-se para outras coisas em sua vida e siga adiante. Aceitar a impotência, liberta.
Todos temos perdas. Não podemos ganhar tudo nesta vida injusta. Mas estar vivo é maravilhoso. Ter dores é realmente ruim. Entretanto, pense: o que é bom passa, mas o que é ruim, também passa.
Resumindo:
1) Angústia é sinal de que há conflito dentro da pessoa.
2) Identifique qual o PIOR conflito que gera a angústia (ou tristeza).
3) Se não consegue identificar nada e a angústia forte não passa, talvez seja necessário ajuda profissional com psiquiatra que atue com psicoterapia ou com psicólogo clínico.
4) Veja o que você pode fazer para mudar a situação e tome um atitude.
5) Faça o que depende de você, e pare de adiar o que pode e precisa fazer AGORA.
6) Se algo não depende de você, comece a pensar que precisa aceitar a situação.
7) Ao aceitá-la, ao invés de ficar brigando consigo mesmo(a), com pessoas, com a vida ou com Deus, relaxe e aceite. Há uma perda. E ela é real.
8) Volte-se para outras coisas em sua vida, pois você ainda está vivo(a) e lúcido(a), por isso pode fazer algo de bom para si mesmo(a).
Evite se concentrar na dor. Comece a PENSAR no que dá para fazer. Pense em coisas construtivas para achar saídas para seu sofrimento. A saída começa ao se pensar sobre o assunto e suportar a dor. A dor NÃO é você. Você a sente, mas não há outras coisas funcionando bem? O sentimento da dor NÃO tem que possuir sua mente e ocupá-la por inteiro. Ela é ALGO em sua mente, não o todo. O resto, a capacidade de pensar, de tomar decisões racionais para mudar o necessário, de fazer escolhas, permanece intacto. É esta parte intacta que deve ser usada agora para cuidar de si. Ninguém fará isto por você, nem remédios, nem profissionais de saúde, nem quem o(a) ama. É você mesmo.
Não fique lamentando ou falando de sua dor para as pessoas. Pare de ter pena de si e do papel de vítima. Sendo adulto é possível pensar, não precisando negar a dor, mas também não precisando ser dominado(a) por ela. Não vem dor maior do que nossa capacidade de lidar com ela. Você é maior do que sua dor. Já a expressou o suficiente? Já chorou o suficiente? Já a verbalizou o suficiente para alguém confiável, ético, e que ouviu com empatia? Então, agora é hora de parar de chorar, de lamentar, de ficar falando para as pessoas sobre sua dor. Agora é hora de cuidar de si mesmo(a) com serenidade, aceitação, humildade, perseverança e esperança de melhores dias, pelo menos dentro de você. Aquele que aprendeu a lidar com sua angústia, aprendeu o mais importante.

O mundo em depressão



                                       
Você tem percebido que uma onda de casos de depressão tem invadido nosso círculo social? Segundo projeções da Associação Mundial de Psiquiatria, em 2020 a depressão será a segunda doença mais comum no mundo, perdendo apenas para as doenças cardiovasculares. Estima-se que o Brasil possua 13 milhões de pessoas sofrendo de depressão. No mundo, são 340 milhões e cerca de 850 mil suicídios/ano provocados por ela, de acordo com dados da OMS.
Depressão é diferente de tristeza e infelicidade. Também não é preguiça, falta de fé ou força de vontade. A depressão é uma desordem afetiva, em que a pessoa sente uma persistente tristeza ou vazio, perda de interesse pela vida, sentimentos de culpa ou desvalor, dificuldade de concentração e memória, diminuição da energia, podendo apresentar inclusive ideias suicidas quando parece não mais haver saída ou esperança de melhora. Essas pessoas apresentam um desequilíbrio na química cerebral, e seus neurônios não respondem bem aos estímulos e têm sua comunicação prejudicada. Essas alterações podem ser vistas em sofisticados exames de imagem, como o PET scan, que evidencia uma diminuição da função do lobo frontal de cérebro.
Existem muitos fatores que podem contribuir para o surgimento da depressão, por exemplo: fatores genéticos, deficiência de vitaminas, alterações hormonais, estilo de vida inadequado, divórcio e outros problemas conjugais, sentimento de abandono, morte de um ente querido, traumas e maus tratos na infância, etc. A primeira opção de tratamento que as pessoas buscam são os medicamentos antidepressivos, como a conhecida fluoxetina e a moderna venlafaxina. Em geral, esses medicamentos apresentam efeitos adversos e não resolvem o problema em todos os casos. Não importa quais forem as causas, a depressão tem solução. Porém, muitas vezes o segredo não está na farmácia ou no médico, mas numa maneira diferente de enxergar o sentido da vida e na resolução das causas e conflitos.
Sim, você pode ser feliz! A primeira coisa a ser feita é eliminar da mente os pensamentos negativos. Procure se concentrar nas coisas boas da sua vida. As pessoas com depressão tendem a concentrar toda a sua atenção e energia em pequenos pontos negativos, e torná-los muito maiores do que verdadeiramente são. Sim, a sua vida tem sentido, existem pessoas que gostam de você, vale a pena viver e há esperança! Lembre-se de que, para Deus, você é muito importante. Ele tem um plano especial e maravilhoso para a sua vida. Você precisa buscá-Lo para descobri-lo.
A sua dieta também influencia a saúde mental. No fim de dezembro, pesquisadores de Londres provaram que comida processada e rica em gordura aumenta o risco de depressão em 58%. Já aqueles com uma dieta rica em vegetais e frutas apresentam chances menores de apresentar os sintomas. Inclua os seguintes alimentos na sua dieta: arroz integral, repolho, couve, castanha do Pará, abóbora, feijão, frutas, cereais integrais e verduras cruas.
Exponha-se ao sol 15 minutos por dia. Faça caminhadas ao ar livre. Se você não sente vontade para dar os primeiros passos, peça para alguém acompanhÁ-lo(a). A erva de São João  (Hypericum perforatum) é uma ótima alternativa aos antidepressivos, com eficácia comprovada e menos efeitos adversos. Entretanto, não é recomendado usá-la em combinação com outros antidepressivos e sem recomendação médica.
E o mais importante: aprenda a lidar com os sentimentos. Sinta os sentimentos, mas sem deixar que eles o(a) dominem. ”No dia da prosperidade, goza do bem; mas, no dia da adversidade, considera em que Deus fez tanto este como aquele…” (Ec 7:14). Busque a paz com Deus e com as pessoas. Perdoe-se a si mesmo(a) e aos outros. Tenha paciência… dias melhores virão!

Por que existe o sofrimento?


                                   
Para muitas pessoas, a origem do mal e a razão de sua existência são causa de grande perplexidade. Veem a obra do mal, com seus terríveis resultados de miséria e desolação, e põem em dúvida como tudo isso possa existir sob o reinado de um Ser que é infinito em sabedoria, poder e amor. Eis um mistério, para o qual não encontram explicação. E, em sua incerteza e dúvida, tornam-se cegos para verdades plenamente reveladas na Palavra de Deus, e essenciais à salvação. Existem os que, em suas pesquisas concernentes à existência do pecado, se esforçam por esquadrinhar aquilo que Deus nunca revelou; por isso não encontram solução para suas dificuldades; e os que mostram tal disposição para a dúvida e astúcia, aproveitam-se disto como desculpa para rejeitar as palavras das Sagradas Escrituras. Outros, entretanto, deixam de ter uma compreensão satisfatória a respeito do grande problema do mal, devido a terem a tradição e a interpretação errônea obscurecida o ensino da Bíblia relativo ao caráter de Deus, à natureza de Seu governo, e aos princípios que regem Seu trato com o pecado.
É impossível explicar a origem do pecado de maneira a dar a razão de sua existência. Todavia, bastante se pode compreender em relação à origem, bem como à disposição final do pecado, para que se faça amplamente manifesta a justiça e benevolência de Deus em todo o Seu trato com o mal. Nada é mais claramente ensinado nas Escrituras do que o fato de não haver sido Deus de maneira alguma responsável pela manifestação do pecado; e de não ter havido qualquer retirada arbitrária da graça divina, nem deficiência no governo divino, para que dessem motivos ao irrompimento da rebelião. O pecado é um intruso, por cuja presença nenhuma razão se pode dar. É misterioso, inexplicável; desculpá-lo corresponde a defendê-lo. Se para ele se pudesse encontrar desculpa, ou mostrar-se causa para a sua existência, deixaria de ser pecado. Nossa única definição de pecado é a que é dada na Palavra de Deus; é: “quebrantamento da lei”; é o efeito de um princípio em conflito com a grande lei do amor, que é o fundamento do governo divino.
O Universo todo terá sido testemunha da natureza e resultados do pecado. E seu completo extermínio, que no princípio teria acarretado o temor dos anjos, desonrando a Deus, reivindicará agora o Seu amor e estabelecerá a Sua honra perante a totalidade dos seres que se deleitam em fazer a Sua vontade, e em cujo coração está a lei divina. Jamais o mal se manifestará de novo. Diz a Palavra de Deus: “Não se levantará por duas vezes a angústia.” Naum 1:9. A lei de Deus, que Satanás acusara de jugo de servidão, será honrada como a lei da liberdade. Uma criação experimentada e provada nunca mais se desviará da fidelidade para com Aquele cujo caráter foi perante eles amplamente manifesto como expressão de amor insondável e infinita sabedoria.

O valor do descanso


                              
Os reflexos nervosos, a sensibilidade e a capacidade de agir com precisão dependem do respeito e atenção às determinações dos ponteiros do relógio biológico. Cada um de nós possui um ritmo próprio, preestabelecido em nossos genes: acordar, dormir, comer, trabalhar. A disposição recebe influência da Natureza, do dia e da noite, do frio ou do calor e da posição da Terra em relação ao Sol. A ciência hoje afirma que o sono é o grande restaurador do sistema nervoso e a única maneira de preparar o cérebro para as funções do dia. Irritações, falta de memória, incapacidade para concentração, raciocínio e capacidade de julgar alterados são os déficits de noites perdidas.
Pesquisas realizadas pela Santa Casa de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, mostraram que dois em cada dez acidentes de trabalho são causados pela falta de sono. Pesquisas semelhantes feitas nos Estados Unidos revelam que a falta de sono mata mais que o álcool e as drogas. Por incrível que pareça, 31% dos desastres de carro foram relacionados a noites sem dormir. Os efeitos da perda de sono são muitos e variados. A falta de dormir adequadamente: aumenta a irritabilidade, a angústia e o nervosismo. Provoca comportamento anti-social. Tira a espontaneidade. Causa desorientação e depressão. Produz inabilidade para manter fixos os objetivos na realização de uma tarefa. Diminui a percepção e as habilidades racionais cognitivas. Afeta a capacidade física. Aumenta o tempo de reação. Diminui a habilidade para movimentos delicados das mãos. Dificulta manter boa postura. Aumenta a sensibilidade à dor. Reduz o tono muscular e a força. Descontrola o apetite (Recursos Para Uma Vida Natural, págs. 51-53).

Deus é bom! O mundo é mal! - POR QUÊ?


                                        1192247_black_wings
Anjos! Os anjos se tornaram fenomenalmente proeminentes nos últimos anos. Os anjos estão no apogeu da fama. Eles estão na parada de sucessos da CBS no programa “Tocado por um Anjo”. Aparecem nos filmes e são o tema dos livros mais vendidos. Mas agora eu gostaria de focalizar um conflito angélico mencionado em Apocalipse e que ofusca tudo o que os seres humanos possam imaginar, uma batalha épica que está sendo travada por séculos. Essa batalha é de suprema importância porque, na verdade, trata-se de uma batalha a respeito de quem Deus é. Esta batalha refere-se ao destino dos seres humanos – todos estamos envolvidos nela, quer tomemos conhecimento disso ou não.
Guerra no Céu: Parece impossível acreditar, mas Apocalipse 12:7-9 nos diz: “Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos”.
Guerra no céu! Isso parece uma contradição de termos. Este fato traz à tona outras questões que nos deixam perplexos, como “Por que houve guerra no céu? Em primeiro lugar, o que o dragão estava fazendo no céu? O que Satanás fazia ali? De onde ele veio?”
Uma história de Satanás: Felizmente, temos algumas boas dicas. A Escritura faz alusões de como esse conflito se desenvolveu. Na verdade, podemos saber como era Satanás antes de o mundo ter sido criado e de onde ele veio. Ezequiel comunicou uma mensagem de Deus a respeito do rei de Tiro. Porém, na profecia vemos que Deus também está falando a respeito de outra pessoa. O rei exaltado representa uma criatura diferente, angélica. “… Assim diz o SENHOR Deus: Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura…. Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniqüidade em ti” Ezequiel 28:12-15.
Aqui é descrito o “querubim da guarda ungido”. Era um anjo ungido para uma tarefa especial. No templo judaico, o querubim da guarda estava sobre o assento da misericórdia, o trono de Deus. Esse anjo tinha um lugar especial junto ao trono de Deus. Ele era “o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura”.
Porém, algo aconteceu com esse anjo. “se achou iniqüidade” nele. Ele permitiu que o pecado entrasse em sua vida. Como? Ezequiel 28:17 explica: “Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor”. Esse anjo foi pego por seu próprio esplendor e beleza. Não há nada errado com o apreciar seus talentos e capacidades e em sentir-se bem a respeito de si mesmo. Então, como esse anjo passou da autoestima saudável para a “iniqüidade”?
Como sua sabedoria se corrompeu? Isaías 14:12-14 nos responde – e também nos diz o nome do anjo: “Como caíste do céu, ó estrela da manhã [Lúcifer], filho da alva!… Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo”.
Lúcifer passou a ter apenas um pensamento. Estar próximo do trono de Deus não era suficiente. Ele queria uma posição superior. Ele queria “o reino, o poder e a glória” do próprio Deus!
O amor é a resposta: João nos diz que “Deus é amor” 1 João 4:8. O amor circundava Lúcifer. Mas ele se afastou desse amor e acabou vendo a Deus como um rival! Sua mente distorcida retratou Deus como o inimigo. Esse anjo rebelde questionou: “Por que Deus deveria ter todo o poder e autoridade?” Lúcifer acreditava que poderia realizar um trabalho melhor se estivesse no comando.
Bem, o céu era um lugar onde a inveja, difamação e a malícia nunca existiram até então. Os anjos nunca haviam ouvido uma mentira (que foi inventada por Lúcifer, João 8:44) e não podiam enfrentar a falsidade. Nunca lhes ocorreu questionar a sabedoria e o amor de Deus. Então, subitamente o brilhante Lúcifer, o querubim que estava perto do trono de Deus, começa a fazer comentários. Questiona porque Deus tem de receber toda a glória, porque todo ser criador tem de Lhe obedecer? Talvez haja uma alternativa, uma forma melhor de reger o universo. Lúcifer, que parecia ser razoável, tão sensato, questionou a autoridade de Deus e persuadiu muitos outros anjos a se unirem nessa rebelião – suficientes para entrarem em conflito quanto a quem deveria reger o universo. Seguiu-se uma grande batalha – um conflito cósmico. Houve guerra no céu, e Lúcifer (agora chamado Satanás) foi expulso do céu com seus seguidores. Por que Deus simplesmente não acabou com o mal pela raiz – destruí-lo antes que tivesse a chance de se propagar e causar tanto sofrimento? Se Deus tivesse executado Lúcifer, simplesmente matando-o em um instante, todos os demais anjos iriam pensar: “Pobre Lúcifer! Ele tentou nos dizer que Deus é um tirano – vejam o que lhe aconteceu! Parece que Lúcifer tinha razão. Parece que suas acusações eram verdadeiras”. Deus escolheu um caminho mais sensato: Permitiria a existência do pecado por um período de tempo e quando tivesse sido plenamente demonstrado que o caminho de Deus traz alegria e que o de Lúcifer, a morte, então e somente então Deus iria destruir o mal.
O amor não força. O amor permite que as pessoas tomem a decisão por si mesmas. Deus deseja que O amemos por quem Ele é. Ninguém então, salvo Deus, sabia quão desastrosa seria a alternativa de Lúcifer. Ninguém sabia quanto sofrimento e miséria ele criaria. Tínhamos de ver isso por nós mesmos. Essa é a única forma pela qual Deus poderia assegurar que o mal nunca mais iria contaminar o universo.
O Planeta Terra se Envolve no Conflito: No Jardim do Éden, quando Eva disse à serpente que Deus lhe dissera que morreria se comesse de determinada árvore, Satanás contradisse Deus e afirmou: “… “Certamente não morrerão! Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês, como Deus, serão conhecedores do bem e do mal”. Gênesis 3:4-5, NVI. Satanás estava dizendo: “Vocês serão mais felizes se me seguirem. Deus está restringindo sua liberdade”. Tragicamente, Eva e seu marido, Adão, aceitaram essa mentira. Hoje, vivemos em um planeta rebelde, um planeta dominado pela decadência e morte.
A origem do sofrimento: Em Mateus 13:24-43 Jesus falou a respeito do homem que plantou a boa semente em suas terras, mas o joio surgiu por todas as partes, levando o servo a perguntar: “Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio?” Essa é a pergunta que todos fazemos em algum momento da vida: Se Deus criou este mundo para florescer para Seus filhos, por que vemos tanto joio – essa tragédia? Na parábola de Jesus o mestre respondeu a essa pergunta de forma simples. Ele disse: “Um inimigo fez isso”. Foi o inimigo de Deus e do homem que semeou suas sementes de sofrimento e pecado.
Deus tinha um plano: Deus não abandonou a raça humana por se haver rebelado contra Ele. Desde o início, Deus tinha um plano. Se você pergunta: “Por que Deus não faz algo a respeito das enfermidade e do pecado e do sofrimento em nosso mundo?” – a resposta é: Ele fez algo. Ele deu tudo na dádiva de Seu Filho. Ele veio ao mundo e sofreu conosco – e, algum dia, iremos triunfar com Ele!

Em que nível de luz (de saúde) você está?


                              
Você já pensou sobre o quanto de luz você consegue perceber sobre a vida? Percebe os pontos cegos no seu viver, na sua personalidade?
Jesus foi um dia a Jericó com Seus discípulos e seguido por uma grande multidão. Um mendigo e cego, Bartimeu, estava sentado na estrada para Jericó. Quando ele ouviu que era Jesus de Nazaré que passava por ali com aquele grupo de pessoas, começou a clamar: “Jesus, filho de Davi! Tem misericórdia de mim!” Ele gritava e as pessoas procuravam fazê-lo silenciar. Mas ele clamava ainda mais dizendo: “Filho de Davi! Tem misericórdia de mim!” Jesus decidiu parar, como Ele sempre faz quando um ser humano, qualquer um, clama por Ele. Ele mandou que chamasse o cego para perto dEle, o trouxeram e Ele disse-lhe: “Que queres que te faça?” E o cego imediatamente disse: “Mestre, que eu tenha vista.”
Qual a luz que você já tem? O que faz com ela? Quanto de luz você consegue perceber sobre a vida? Quer mais? Percebe os pontos cegos no seu viver, na sua personalidade? Admite isto para si mesmo? Entende que precisa de mais luz? Ou está satisfeito com a que possui? Jesus disse em outra ocasião que se a luz que há em uma pessoa é treva, quão grande será tal treva!
Existe uma gradação na inserção na vida em termos de percepção mental individual, de luz espiritual. A vida é espiritual. Claro, é física também por que há um corpo físico, uma estrutura anatômica e fisiologia. A mente origina-se no físico mas vem e vai além dele. O que é a mente e a luz espiritual que a ilumina?  Décadas de estudos e pesquisas no campo das neurociências ainda não esclareceram isto. Ainda há mistério nesta área.
Vida tem que ver com percepção da luz, com percepção das coisas. Quando Jesus perguntou ao cego de Jericó o que ele queria, claro que Ele sabia que ele queria enxergar fisicamente. Mas pelo relato bíblico podemos ver que aquele pobre homem também desejava a luz espiritual. Na verdade, ele foi sensível à esta Luz que é Jesus, por isso ele clamou tanto quando soube quem era que passava ali com aquela multidão. Era a própria Luz da vida, Luz do mundo: Jesus Cristo.
Ele ganhou não só a luz física, passando a ver a realidade material, mas ganhou a luz espiritual do discernimento do significado da existência que é espiritual. Por isso Jesus, percebendo isto nele, lhe disse: “Vai, a tua fé te salvou.” Esta frase de Jesus indica que houve ambas as curas: física e espiritual.
Em que nível de luz você está? Quer mais luz? Sente que precisa de mais? Ela virá. Só virá para o que for bom e para o bem. Só virá para você ser uma bênção para as pessoas. E virá para ser uma bênção em sua própria vida. “Que queres que te faça?”, pergunta Jesus a você agora. Com confiança, pela fé, em oração, diga a Ele o que você quer. Ele lhe dará o que você pede, e muito mais até, se o que você pede é realmente o que você necessita.
Dr. César Vasconcelos

Como cuidar da voz

                                                  




Tendo sido comemorado no dia 16 de abril o dia Mundial da Voz, vemos a importância desta data devido a esse bem tão valioso, pois em algum momento cerca de 3 a 9% da população mundial terá algum problema de disfunção vocal.
Uma doença que afeta diretamente a voz é o câncer de laringe. “O fumo e o álcool são dois agravantes que potencializam e prejudicam a voz principalmente de pessoas que tem uma saúde mais frágil”, alerta Maria Auzinete S. Monteiro, fonoaudióloga.
Problemas estomacais como o refluxo também podem afetar a voz, pois o ácido que volta do estômago faz com que as pregas vocais fiquem inchadas.
Segundo a fonoaudióloga, pessoas que trabalham em lugares com ar-condicionado, devem conservar a garganta sempre bem hidratada. “Estando exposto ao ar-condicionado, deve-se tomar vários goles de água, evitando que a garganta resseque”, indicou.
Cuidados com a voz:


• Beba 2 litros de água por dia.
• Evite o grito, pois este hábito machuca as pregas vocais.
• Evite falar alto demais, e sempre quando possível use o microfone, ou crie outros recursos para ampliar a voz.
• Crianças podem ter problemas de voz.
• Atenção família! O exemplo como usar bem a voz começa em casa.
• Evite bebidas alcoólicas em excesso.
• O fumo é MUITO prejudicial para a sua voz e o Ministério da Saúde adverte: Não existem níveis seguros para o consumo do cigarro.
• Cuide das alergias respiratórias com a ajuda de um médico.
• Falar devagar e com boa dicção melhora a compreensão da mensagem e diminui o esforço vocal.
• O estresse prejudica a voz. Procure equilíbrio entre trabalho e lazer.
• Cuidado com a automedicação. Alguns remédios podem afetar negativamente a sua voz.
• Evite alimentação muito condimentada e frituras em excesso.
• Professores, atores, telefonistas, atendentes, vendedores, advogados, cantores e tantos outros que usam a voz em sua profissão são considerados PROFISSIONAIS DA VOZ. Pelo uso constante da voz estes profissionais tem mais chances de apresentarem problemas de voz.

Onde Deus está quando as tragédias acontecem?

1069765_sadness



Tragédias! Elas são indescritíveis. Não têm hora para chegar, não pedem licença e interrompem os sonhos, no início ou na melhor parte deles. Elas não têm a cortesia de esperá-los terminarem.
A tragédia, em geral, parece acontecer só com as outras pessoas. Mas quando ocorre conosco, uma pergunta insistente paira no ar: por quê? Onde Deus está quando a tragédia ataca? Ele sabe onde estamos e o que está acontecendo conosco? Ele vê quando estamos sofrendo? Realmente se importa? Se sim, por que não vem nos socorrer?
Jamais entenderemos os problemas; jamais compreenderemos todas as desgraças, enquanto não buscarmos desvendar o que se passa por trás de tudo isso. Não há meio de entendermos o sofrimento, enquanto não entendermos a Deus.
Precisamos, realmente, compreender o dilema divino. Deus não queria brinquedos para manipular e controlar. Ele não criou robôs. O Criador não tencionou formar pessoas movidas a bateria. Ele queria gente de verdade a quem pudesse amar e por quem pudesse ser amado. Deus queria que os homens fossem livres para escolher. “Se, porém, não lhes agrada servir ao Senhor, escolham hoje a quem irão servir, se aos deuses que os seus antepassados serviram além do Eufrates, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra vocês estão vivendo. Mas, eu e a minha família serviremos ao Senhor.” Josué 24:15. Essa foi a liberdade de escolha que Deus deu aos anjos e a todos os seres criados. Quando fez isso, Ele correu um tremendo risco: alguém, em algum lugar, poderia escolher se rebelar. E foi exatamente isso o que aconteceu.
O profeta Isaías escreveu a esse respeito: “Como você caiu dos céus, ó estrela da manhã, filho da alvorada! Como foi atirado à terra, você, que derrubava as nações! Você, que dizia no seu coração: Subirei aos céus; erguerei o meu trono acima das estrelas de Deus; eu me assentarei no monte da assembléia, no ponto mais elevado do monte santo. Subirei mais alto que as mais altas nuvens; serei como o Altíssimo.” Isaías 14:12 a 14. Lúcifer era o filho da alva! Era o anjo mais elevado do Céu, aquele que ficava junto ao trono! Mas ele ficou orgulhoso e quis ocupar o lugar de Deus!
Aprendemos mais sobre esse assunto no livro do profeta Ezequiel: “Você foi ungido como um querubim guardião, pois para isso eu o designei. Você estava no monte santo de Deus e caminhava entre as pedras fulgurantes. Você era inculpável em seus caminhos desde o dia em que foi criado até que se achou maldade em você. Seu coração tornou-se orgulhoso por causa da sua beleza, e você corrompeu a sua sabedoria por causa do seu esplendor. Por isso eu o atirei à terra; fiz de você um espetáculo para os reis.” Ezequiel 28:14, 15 e 17. Que lindo anjo Lúcifer deve ter sido! Mas o coração dele se exaltou por causa da sua beleza. Ele corrompeu sua sabedoria por causa de seu resplendor.
Há pessoas que dizem que Deus é o responsável pelo mal, por ter criado Lúcifer. Afirmam que Deus criou o diabo. Mas isso não é realmente verdade. O que a Bíblia nos revela é que “o anjo de luz” era perfeito nos seus caminhos desde o dia em que foi criado. E o Criador deu-lhe o poder e a liberdade de escolha da mesma maneira como faz conosco.
Ao exercer sua liberdade de escolha, Lúcifer transformou-se em alguém mau. Diante disso, o que Deus faria? Observe o dilema divino: Deus poderia impedir a rebelião do anjo caído, deixando de criar pessoas. Ele poderia preencher o Universo com sóis, galáxias e planetas, deixando-os desabitados. No entanto, Deus preferiu criar as pessoas porque só elas podem amar.

Controlar ou orientar?

                                       


Há pais que controlam os filhos como se estes fossem robôs. Tal atitude lhes tira a capacidade de tomar decisões, anulando a liberdade de escolha, que é um princípio fundamental no processo da educação. No entanto, os pais não podem deixar o barco correr sem nenhuma direção. Muitos procedem desse modo e colhem consequências desastrosas.

E agora vem a pergunta inevitável: Como proceder adequadamente? 

Creio que o modelo divino é o padrão para os pais. M. Lloyd Erickson afirma: “O Pai celeste exerce controle prudente ao nos dizer o que é bom para nós. Ele destaca os resultados das más escolhas, porque não deseja que nos machuquemos. Mas Ele não nos força a seguir Suas diretrizes. Em vez disso, deseja que aprendamos a amá-Lo e a confiar nEle de tal maneira que Suas orientações se tornem parte de nós” (O Abraço de Deus: CPB, Tatuí, 2001), p. 91. Erickson, que é psicólogo clínico nos EUA, enfatiza: “O Pai celeste persuade, mas não coage. Impele, mas não compele. Convence, mas não força. Ele não irá quebrar o seu braço. E Ele não mata” (ibid., p. 90).

Há uma fase na vida dos filhos em que controle não é uma palavra desprezível. Quando minhas filhas eram pequenas, tive que intervir várias vezes para que elas não colocassem a mão no fogo, não atravessassem a rua, etc. Esse tipo de controle é indispensável. Mesmo assim, precisamos explicar às crianças o motivo da nossa intervenção. Elas precisam entender que nosso cuidado visa ao bem delas. Não se trata de mero capricho paterno, mas de uma atitude de proteção e amor. 

A educadora Tania Zagury vai ao ponto ao afirmar: “O pai que tem autoridade ouve e respeita seu filho, mas pode, por vezes, ter de agir de forma mais dura do que gostaria, às vezes até impositivamente, mas sempre o objetivo será o bem-estar do filho, protegê-lo de algum perigo ou orientá-lo em direção à cidadania” (Limites Sem Trauma: Editora Record, SP, 2005), p.32. 

De acordo com essa conceituada autora, quando não estabelecemos limites para os filhos, eles tendem “a desenvolver um quadro de dificuldades que se vai instalando passo a passo”. Então, ela enumera as consequências: descontrole emocional, dificuldade crescente de aceitação de limites, distúrbios de conduta, desrespeito aos pais, colegas e autoridades, incapacidade de concentração, baixo rendimento, agressões físicas, etc.

Como podemos ver, há dois extremos que nos cumpre evitar: de um lado, controle coercitivo; de outro, falta de controle. Feita com amor, firmeza e prudência, a educação dentro dos limites da ordem e do respeito à autoridade em todos os níveis desenvolve em nossos filhos o senso de liberdade com responsabilidade. Somente assim eles alcançam a verdadeira independência. Ou seja, estão aptos para fazer o que convém.  
 
Rubens Lessa - Jornalista e escritor